Aqueles pedaços que fui deixando de mim, nas paredes, nas janelas,
Por onde passo e olho, se revestem de entradas e saídas.
Ficam os desaparecidos pelas quedas desprendidas,
E as recordações de mim já não encaixam por entre elas.
Fragmentos são grandes e pequenos, de estatura média,
Ficam os desaparecidos pelas quedas desprendidas,
E as recordações de mim já não encaixam por entre elas.
Fragmentos são grandes e pequenos, de estatura média,
Altos, baixos, fortes, magros, entorpecidos,
Fragmentos que não se encontram, estão já perdidos,
E a linguagem que já não volta tem curta a rédia.
Cacos de louça, de vidro, muitos tantos de cristal, tentei colar,
Para guardar as jóias que me sobram do desapreço,
Vagueei pelas ruas do medo sozinha para os encontrar,
Para guardar as jóias que me sobram do desapreço,
Vagueei pelas ruas do medo sozinha para os encontrar,
Fui dar com eles soltos, e de esperança em mim padeço,
O querer fica mais fraco na vontade de guardar,
Todos os fragmentos que dentro do coração esqueço.
Todos os fragmentos que dentro do coração esqueço.
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