quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Imagino-me presente num quarto onde se fazem audições sobre quem cai melhor de pés assentes na Terra. E que poderei fazer eu, se mal sou capaz de tirar os pés da Lua. Como escrava da minha própria saudade sou capaz de escrever passos para trás no intento de desfazer outras aventuras. O que me tortura é hoje a semente do que irá ficar para me impedir de conseguir sentir aromas, de conseguir sentir amores. Se a própria relatividade me puxa a favor de um horizonte, estremeço feita sismo que se desloca pelas ondas de um oceano, mas não há oceanos na Lua que piso, na lua que me fez tua, que me fez sua, que me fez minha, talvez, entretanto. Penso que não, não há oceanos na Lua.
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