Preenchem-se de pretextos
Essas cadeiras vazias,
Vão com sentires e azias,
E outros mais-quereres desfeitos.
De tudo se fala um pouco
Borbulha d'entre as paredes
Discutem fomes e sedes
Ao ponto de eu parecer louco.
Só haverá necessidade
De eu, deitado, vir a ouvir
Alguém a chorar ou rir
A gritar em liberdade
Se alguma coisa disso
Puder eu vir a fazer,
Mas não pretendo, nem crer,
Em tamanho reboliço.
Ai! basta de converseta,
Tempo em tagarelada!
Nem tão alto há cão que ladra
Nem tão fundo a faca espeta.
É que isto de querer paz
Fica só dentro dos sonhos.
Estes hábitos medonhos
De falar pelos cotovelos
(Só para se ser escutado,
Qu'isso faz o mal amado,)
Não quero ouvi-los nem vê-los!