Sim, tenho a plena consciência de que uma constipação noutras línguas significa outra coisa, mas nesta minha realidade tendo a ser nacionalista. Os eucaliptos talvez estejam a ajudar ou a piorar, pois esta treta já me faz estalar o ouvido.
Os auscultadores lá me vão criando alguma paz na inconsistência de, num lugar de paz, tal igreja ao ar livre, os corta-relvas ressoam.
Não posso ir para a igreja procurar paz a ouvir música pois com certeza seria excomungada.
Então por aqui fico, com o livro a querer chegar ao fim e outro na mochila: curiosamente "A Voz do Silêncio".
Aguardo com ansiedade que os homens, que estão a ganhar o seu tostão e bem, terminem de evidenciar, na lama que ficou da rega automática, o resto dos buracos do pântano. Eu, que nada sei disto, pergunto-me se não haverá problemas na engrenagem das máquinas com a terra e a água lá no meio. Parece-me também que os reservatórios ficam mais pesados e as máquinas mais difíceis de empurrar. Tenho essa impressão de que já passaram centenas de vezes no mesmo lugar, não será ferrugem no corta-relvas?
Bem, adiante, a música até está boa, diferenciada e nada que me impeça, de facto, de ir à igreja.
Era já demasiado crescida quando me deu, pela primeira vez, a vontade de ir molhar os pés ao pântano num duche de vai-e-vem dos repuxos da rega automática.
E falando em constipações, coitados dos homens que devem estar ainda pior do que eu: meios surdos do barulho das maquinetas e sujeitos a levar com a frescura da brisa depois dos banhos de rega. Deve fazer crescer pêlo na benta!