Porque as papoilas também são vermelhas e, das estrelas, não se sabe a cor. Podia relatar mil e uma noites de existência, ou talvez mais uma ou outra de amor, mas para quê?
Aqueles que se querem crianças são obrigados a ser adultos, e os outros eutanasiam a sua existência com vontades que hoje em dia não deveriam existir.
Remeto-me a pensar que a pouca diversidade de Homens nem sequer quer ser mais, ou Ser mais. Ensinar a ler ou a escrever quase se torna impossível hoje em dia, e aprendê-lo, ainda mais difícil. Acredita-se no que é visível e palpável, não se sabe ver nem se sabe tocar, acredita-se na vida mais do que na morte, mas não se sabe viver.
Querer mudar o mundo seria um começo, mas são tantos os mundos a querer mudar e todos, tal como cada um, só pensam no seu. Já falei e escrevi muitas vezes sobre querer ser mais e fazendo as contas à vida, de pouco ou nada me desfiz. Agora, o que é certo é que quis e continuo a querer, talvez por erro de consciência, fazer dos outros mais. E, parafraseando esse sonho, será falta de consciência querê-lo?
Subverto as situações internas com a motivação de fazer mais, e aos poucos, sinto que faço. Um texto inacabado que ninguém lê, ou sente, ou interpreta da mesma forma.
Continuo a querer mais de quem quer menos. Mas termino o texto com o receio de que a alguém lhe caiba a carapuça, como se costuma dizer.